O Instituto das Cidades Inteligentes (ICI) desenvolveu para a Prefeitura de Curitiba o Portal Fauna Silvestre, uma aplicação inovadora que utiliza Inteligência Artificial (IA) para identificação de animais silvestres. A tecnologia foi destaque no Congresso Consad de Administração Pública 2025, realizado em Brasília na última quarta-feira (27), que reuniu gestores públicos, pesquisadores e especialistas em busca de soluções modernas para a gestão pública.
Apresentado pela Secretaria Municipal de Administração e Tecnologia da Informação (Smati), o portal se diferencia por aliar participação popular e tecnologia avançada. Ele permite que cidadãos registrem avistamentos de animais silvestres, enviem fotos e recebam orientações específicas sobre como proceder em cada situação. As informações coletadas também contribuem para pesquisas científicas e para o monitoramento da fauna na cidade.
Segundo o Engenheiro de Machine Learning do ICI, Felipe Florencio, a principal vantagem da ferramenta é auxiliar na identificação de animais encontrados em áreas urbanas. “A iniciativa surgiu para atender à demanda de proteção de animais silvestres, especialmente aqueles presentes em Curitiba. Por isso, era essencial que a solução fosse capaz de reconhecer os gêneros mais comuns desses animais”, explica.
A tecnologia empregada no portal é baseada em Inteligência Artificial Generativa Multimodal, que combina a capacidade de criar conteúdo com a habilidade de compreender e processar diferentes tipos de dados, como imagens. A solução permite o envio de fotos de animais, que são analisadas e classificadas segundo sua taxonomia, podendo chegar até a categoria de gênero. A classificação apresentada é uma sugestão baseada na análise da imagem enviada.
Participação cidadã no cuidado ambiental
O Fauna Silvestre incorpora o conceito de ciência cidadã, em que a população participa ativamente da coleta de dados científicos. Atualmente, existem dois projetos em andamento dentro do portal Fauna Silvestre: o Olha o mico!, que mapeia a ocorrência das espécies de macacos na cidade, e o Capivarômetro de Curitiba, que monitora a população de capivaras da capital.
Além dos projetos participativos, a solução também oferece um módulo de consulta e orientação: ao registrar uma ocorrência ou foto, o cidadão recebe instruções específicas para cada tipo de animal, com base em 21 possibilidades de encaminhamentos diferentes.
“A partir de uma simples fotografia, o portal sugere automaticamente a classificação da espécie. Esse processo contribui diretamente para a tomada de decisões em políticas públicas voltadas à conservação ambiental”, completa Felipe.
*Com informações da Prefeitura de Curitiba.